Prêmio Fundação Bunge
O Prêmio Fundação Bunge, antigo Prêmio Moinho Santista, foi criado em 1955 e é considerado um dos mais importantes estímulos à produção intelectual por reconhecer o trabalho de personalidades que contribuem para o crescimento do Brasil. O estímulo ao desenvolvimento de idéias inovadoras faz parte das regras para a premiação.
Na história do concurso já foram homenageadas personalidades como Carlos Chagas Filho, Érico Veríssimo, Jorge Amado, Manuel Bandeira, Miguel Reale, Paulo Freire, Rachel de Queiroz, Oscar Niemeyer, Débora Bloch e Lygia Fagundes Telles, entre outras.
Em 2008, o Prêmio Fundação Bunge recebeu 117 indicações de 48 entidades científicas e culturais e universidades. A categoria juventude recebeu número recorde de inscrições em seus 53 anos de existência: foram 24 indicações apenas para o tema Literatura.
Foram contemplados: Paulo Bomfim e Mariana Ianelli, na área de literatura, nas categorias Vida e Obra e Juventude, respectivamente e Nilson Villa Nova e Genei Dalmago, em Agrometeorologia, também nas categorias Vida e Obra e Juventude.
A escolha dos agraciados coube ao Grande Júri, formado por reitores e representantes de entidades e institutos científicos e culturais de todo o país, em solenidade realizada, em 1 de agosto, no Tribunal de Justiça de São Paulo.
O Prêmio Fundação Bunge é considerado um dos mais importantes estímulos à produção intelectual, por reconhecer o trabalho de personalidades que contribuem para o desenvolvimento do Brasil. Os candidatos são indicados por universidades e entidades científicas e culturais brasileiras. Uma Comissão composta por especialistas para cada ramo da premiação, pré-seleciona dois nomes em cada ramo do conhecimento, indicando-os para a decisão do Grande Júri.
No caso dos jovens talentos, a Comissão escolhe diretamente os homenageados.
Os agraciados recebem medalhas de ouro e prata, diplomas em pergaminho e um prêmio de R$ 40 mil para a categoria Juventude e R$ 100 mil para a categoria Vida e Obra. A entrega dos prêmios será em setembro, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.
Veja os currículos dos jovens agraciados em 2008:
Mariana Ianelli, jornalista e escritora, nascida em São Paulo em 1979, tem uma produção poética das mais consistentes entre os autores jovens da literatura brasileira. Suas poesias são de alta qualidade e tecnicamente bem trabalhadas. Graduou-se em jornalismo e fez mestrado em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica – PUC/SP. Possui cinco livros publicados: Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005) e Almádena (2007), todos pela editora Iluminuras. Atua também como mestre em literatura e crítica literária. Como resenhista colabora com os jornais O Globo – Caderno PROSA&VERSO, do Rio de Janeiro e Rascunho, do Paraná. Participou de diversos eventos da área da literatura, com destaque para: Le Printemps des poetes, em Rennes, na França; Projeto Escritor nas Bibliotecas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; 12º Jornada Literária de Passo Fundo (RS); Rumos de Literatura e Crítica Literária, em Pernambuco; Projeto de incentivo à leitura Escritor na Escola, da Academia Paulista de Letras e A poesia no final do século, integrante do ciclo A poética – anos 70, 80 e o final do século, do Centro Cultural FIESP. É autora dos textos Trajetória de um artista, sobre a vida e obra do artista Arcângelo Ianelli, no livro IANELLI (Via Impressa, 2004) e O desgaste, publicado no livro Mutações: o jardim da vida (CMS, 2003) e de poemas publicados no livro Cartas (Iluminuras, 2004).
Genei Antonio Dalmago nasceu em 1973, em Casca (RS). Possui graduação em agronomia e mestrado em agronomia - Produção Vegetal, pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e doutorado em Fitotecnia - Agrometeorologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Sua tese, intitulada Dinâmica da água em sistema de plantio direto e preparo convencional é uma das poucas laureadas pelo Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia/UFRGS. Cumpriu programa de pós-doutorado pelo CNPq, junto ao PPG Fitotecnia, de 2004 a 2005, dentro na mesma linha de pesquisa desenvolvida em seu doutoramento, aprofundando estudos na dinâmica da água e do calor no sistema solo-planta-atmosfera, modificados pelo plantio direto. Dalmago é considerado um dos mais qualificados jovens pesquisadores da área, com experiência em Agronomia, com ênfase em Agrometeorologia, tendo atuado principalmente com os temas plantio direto, milho, estufa plástica e preparo convencional. Foi docente da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS e desde 2007 é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, atuando no Centro Nacional de Pesquisa de Trigo, na área da sustentabilidade de sistemas produtivos.
Sobre a Fundação Bunge
Todas as ações sociais corporativas das empresas Bunge no Brasil são desenvolvidas pela Fundação Bunge. Criada em 1955, a entidade tem como objetivo compartilhar conhecimento e envolver os colaboradores das empresas Bunge e demais stakeholders na discussão e solução dos desafios que se apresentam nas comunidades do entorno das unidades Bunge, elegendo a área de educação como foco de atuação, com ênfase no ensino fundamental.
A Fundação Bunge valoriza o conhecimento, incentiva o voluntariado e promove ações educativas e de preservação da memória empresarial. Dentre as iniciativas realizadas, destacam-se o programa de voluntariado corporativo Comunidade Educativa, o Centro de Memória Bunge, o Prêmio Fundação Bunge e o Prêmio Professores do Brasil, além do ReciCriar – A Pedagogia do Possível.
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