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Para paulistano, escola está distante do trabalho

Para os paulistanos, a formação nas escolas não está adequada às exigências para entrar no mercado de trabalho. Ao todo, 61% consideram que há um descompasso entre o que é ensinado nas salas de aula e o que se espera de um profissional. O diagnóstico vem dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (IRBEM), uma pesquisa que busca avaliar a qualidade de vida na capital paulista, feita pelo Ibope e desenvolvida pelo Movimento Nossa São Paulo, divulgada na última terça-feira (19/1).

“Uma série de pesquisas mostra que, na sua maioria, as escolas de ensino médio não são interessantes e um dos motivos é a falta de relação do conhecimento teórico com o mercado de trabalho”, avalia a coordenadora de educação do Movimento Nossa São Paulo, Samantha Neves. “A questão do trabalho é central para os jovens”, completa. Apenas 34% dos entrevistados estão satisfeitos com a adequação da escola ao mercado.

A educação pública em geral teve nota vermelha na pesquisa. Ela recebeu nota 5 em uma escala que varia de 0 a 10, na qual 0 retrata total insatisfação e 10 plena satisfação. A média é 5,5. Todos os temas abordados, como vagas em creches, qualidade dos professores e acesso ao ensino superior obtiveram notas vermelhas.

A maior insatisfação, que atinge 64% dos entrevistados, é em relação a respeito e valorização dos professores. Em seguida (63%) veem promoção da cidadania na educação. No acesso ao ensino superior, 62% dos entrevistados se mostraram insatisfeitos; na quantidade de vagas oferecidas em creches, pré-escolas e escolas próximas, o percentual de insatisfeitos foi de 59%; e na qualificação dos professores, 52%.

O envolvimento de famílias na educação dos filhos teve 58% de insatisfação e a pouca realização de eventos culturais nas escolas, 56%. “Outro fator que torna os colégios desinteressantes, segundo pesquisas, é a falta de atividades juvenis, como grupos de teatro e de música”, diz a coordenadora.

O Irbem é um indicador criado pelo Movimento Nossa São Paulo que busca medir a satisfação e a qualidade de vida dos paulistanos. A pesquisa será realizada anualmente e no final de cada gestão, para medir o que melhorou e o que piorou.

Na primeira fase do processo de formulação do índice foi realizada uma consulta pública pela Internet que contou com a participação de 37 mil cidadãos de toda São Paulo. Eles elegeram os assuntos que consideravam mais importantes para a pesquisa.

A partir desse levantamento, foi realizada uma consulta de 2 a 16 de dezembro, com 1.512 habitantes de São Paulo com 16 anos ou mais. O Ibope Inteligência, responsável pela medição, estima que a margem de erro seja de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

Fonte: Portal Aprendiz | por Sarah Fernandes

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