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Os desafios para a educação de jovens no Brasil

Especialista em educação integral expõe as novas necessidades da educação no Brasil.

Maria do Carmo Brant de Carvalho expõe as novas necessidades da educação no Brasil e explica que jovens precisam de um aprendizado dinâmico, que lide com o lado profissional e psicológico “Não podemos aceitar que mais de um milhão de jovens abandonem o ensino fundamental”.

Essa foi a principal colocação de Maria do Carmo Brant de Carvalho, Coordenadora Geral do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, em palestra realizada na BM&FBovespa no mês de outubro, que contou com apoio do projeto Busca Jovem.

A professora em Serviço Social da PUC-SP acredita que as opções político-programáticas oferecidas aos jovens priorizam mais a sua inserção no mercado de trabalho do que a oferta de uma sólida e diversificada formação educacional. “Para uma pessoa estar completamente integrada, precisa de trabalho mais os vínculos socioculturais”, afirma.

Ela propõe uma nova forma de aprendizado, em que o jovem se sinta preparado tanto para a vida profissional quanto pessoal. “Aprendizagem, experimentação, é isso que o jovem quer. Precisamos de propostas curtas com começo, meio e fim para que a atividade seja finalizada e o jovem sinta o resultado da ação. A experimentação transforma a teoria em prática”, explicou.

Ainda segundo a professora, a educação integral para o nosso jovem ganha sentido de urgência social. Para além do aumento de escolaridade, o jovem precisa adquirir outras habilidades no plano da sociabilidade, da ampliação de seu repertório cultural, da participação na vida pública, da fluência comunicativa e do domínio de outras linguagens, de forma a se sentir competente para acessar as riquezas societárias e obter ganhos de pertencimento e reconhecimento de sua cidadania.

Segundo a educadora, outro campo de deficiência para esse segmento é a inserção do jovem em uma sociedade marcada pela complexidade. É uma sociedade ao mesmo tempo local e global. Uma sociedade da escassez e da abundância, que mantém enormes desigualdades sociais. Desfeito o modelo tradicional de emprego e trabalho, a sociedade exige que os cidadãos a reinventem o trabalho. “Atividades dinâmicas ajudam mais do que o método antigo de escola”, avalia.

“Os jovens precisam menos de um curso profissionalizante e mais de repertórios, competências e habilidades. São esses quesitos que facilitarão o seu ingresso no mercado de trabalho”, explicou. Desta forma, Maria do Carmo acredita que a visão do estudante é ampliada, e ele passa a entender o mundo, a si e o outro.

Para alcançar o sucesso das práticas, a educadora sugere que a escola se aproxime de organizações sociais que atuam com jovens para criar um onde ele possa conversar e abordar conflitos. Essa interação traz o estudante para perto da instituição e essa relação cria raízes que poderão ser um estímulo para que este jovem não abandone a educação.

Carreira

Maria do Carmo Brant de Carvalho é doutora em Serviço Social, professora do Programa de Pós-graduação em Serviço Social da PUC-SP e Coordenadora Geral do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação. Cultura e Ação Comunitária.

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