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O famoso “quem indica”

Quando indicar um amigo – ou pedir para ser indicado - pode ser um mau negócio.

É fato que muita gente consegue aquele tão sonhado emprego a partir da indicação de amigos e conhecidos.

Pedir indicações é uma estratégia que quem está em busca de uma colocação profissional deve considerar e praticar. Selecionadores frequentemente recorrem a indicações de colegas para oportunidades que exigem grande responsabilidade e confiança. Mas como toda estratégia, pedir uma indicação tem seus alcances e limitações.

Você teria disposição para indicar todos os seus amigos para um emprego? A resposta da maioria das pessoas certamente é não. Os motivos que levam uma pessoa a indicar ou não um conhecido são os mais variados. A recepcionista Carla Souza é um exemplo de que nem sempre indicar um amigo é uma forma de ajudá-lo. “Uma grande amiga estava desempregada há um tempão. Ela não podia nem sair mais com a nossa turma, pois a falta de dinheiro impedia que ela participasse de vários programas que fazíamos. Triste com essa situação, a indiquei para uma vaga que abriu na empresa em que trabalho. O emprego durou três semanas. Ela chegou atrasada três dias seguidos e demonstrava má vontade com os clientes. Não deu outra, ela foi demitida e a nossa amizade ficou fragilizada”.

O exemplo de Carla mostra que amizade e profissionalismo são coisas bem diferentes. Você indicaria um amigo preguiçoso, acomodado e reclamão? Portanto, antes de pedir uma indicação para uma pessoa reflita a respeito de suas atitudes, postura e formas que interage com o mundo. Só depois disso faça a si mesmo a seguinte pergunta: “Eu indicaria para um emprego uma pessoa como eu?”.

Luciana Gil / Portal Busca Jovem

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