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Fast-food, um mercado empregador de jovens

Por Jaime Alves

Alguns setores da economia oferecem muitas oportunidades de trabalho para aqueles que querem ingressar no mercado de trabalho. Um deles é o de fast-food. É comum as redes de alimentação contratarem jovens sem experiência e investirem no treinamento desse novo profissional, que em sua maioria é das classes C e D.

Esse mercado, no entanto, é carente de profissionais bem treinados. "Falta mais formação. Há muito espaço e isso é uma grande oportunidade para parcerias entre ONGs formadoras e faculdades de gastronomia", diz Eleine Bélaváry, diretora-executiva da Afras - Associação Franquia Solidária, organização que tem a missão de contribuir para a implementação de gestão socialmente responsável em empresas do sistema de franquias.

A ONG Instituto Mensageiros é um exemplo de instituição que atua na formação de mão-de-obra jovem na área de gastronomia. A organização desenvolve o projeto Escola Arte Culinária, que funciona na lanchonete da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo desde dezembro de 2005. O curso tem duração de seis meses e carga horária de sete horas diárias, divididas entre aulas práticas e teóricas.

A demanda por jovens bem capacitados é tão grande que o Instituto não consegue atender a todos os pedidos. "As empresas sabem que a cada seis meses tem uma 'fornada' de meninos formados por nós", diz a gerente-executiva do Instituto Mensageiros, Eliana Amaral. "Só não é contratado quem não quer trabalhar", acrescenta.

Oportunidade para os jovens

Uma das redes que contrata profissionais sem experiência é a Rei do Mate. "Cerca de 80% do quadro de funcionários é de jovens entre 16 e 25 anos", diz o diretor de Franquias da Rede, João Baptista da Silva Júnior.

A Rei do Mate contrata jovens com idade mínima de 16 anos e exige o ensino fundamental completo. A carga horária é de 44 horas semanais, com direito a uma folga semanal. Os jovens selecionados recebem salário compatível com o mercado, vale-transporte e refeição. Outros benefícios dependem de negociação com os sindicatos dos funcionários.

Segundo João Baptista, a rede oferece treinamento para capacitar os funcionários de acordo com o perfil da organização. "Nós buscamos um jovem comprometido, com força de vontade, que goste de aprender. O resto nós ensinamos", acrescenta.

Rotatividade é grande

Uma das características desse setor é a alta rotatividade de emprego entre os jovens, que pode chegar até a 25% do quadro por mês, de acordo com João Baptista, que também é membro da Afras e da ABF - Associação Brasileira de Franchising. "A média de salário não é alta, mas as redes oferecem a eles oportunidade de iniciar uma carreira", conclui Eleine Bélaváry.

Serviço

Estão abertas até o dia 28 de novembro as inscrições para o Projeto Escola Arte Culinária do Instituto Mensageiros, que capacita jovens de 17 a 20 anos, moradores da cidade de São Paulo, na área de Gastronomia. Mais informações no telefone (11) 3828-2168.

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