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Plano de aula 22 - A linguagem corporal no mundo do trabalho

Este plano de aula foi elaborado com exclusividade para o Portal Onda Jovem pela consultora Juliana Almeida Dutra, especialista em Gestão de Pessoas, Marketing e Relacionamento com Clientes, Diretora de Projetos na Deep - Desenvolvimento e Envolvimento Estratégico de Pessoas e Clientes.

Conteúdo

A importância da comunicação não verbal
Tema

A comunicação não verbal e o conceito de comunicação visual
Objetivo

Analisar a importância da postura e das mensagens não verbais como algo que acrescenta significado à comunicação e aprender técnicas básicas para garantir que a linguagem corporal seja adequada às mensagens que se pretende passar.
Justificativa

A comunicação não verbal permeia todo o processo de comunicação, algumas vezes o corpo está contando uma história, enquanto a voz conta outra. Em um gesto ou expressão pode-se reforçar ou negar uma determinada mensagem. Este plano de aula pretende apresentar ao jovem uma forma de se comunicar que reforça a mensagem verbal e pode ajudá-lo, aliado às suas competências profissionais e conteúdo pessoal, a ser percebido como um candidato diferenciado e/ou um profissional mais bem preparado.

(*) Importante reforçar que a comunicação não verbal é um complemento ao que se apresenta como conteúdo pessoal e/ou competências profissionais.
Tempo

De 15 a 30 minutos
Material

 

 

Roteiro com diversas ilustrações e/ou imagens de expressões faciais e corporais no ambiente de trabalho, um flip chart, lousa ou quadro branco e canetas ou giz.

 

Conhecimento prévio

É importante que o facilitador trabalhe, antes de iniciar a dinâmica, conceitos de comunicação verbal e não verbal com os participantes. Veja alguns textos de apoio abaixo e pesquise mais sobre o assunto.
Encaminhamento metodológico

-Divida os participantes em grupos de, no máximo, 3 pessoas por grupo.
-Distribua uma cópia do roteiro para cada grupo.
-Peça que analisem as expressões faciais e corporais de cada profissional exibidas em cada imagem e que construam uma história para cada imagem.
-Em seguida, peça que o grupo defina entre seus integrantes, quais são as expressões corporais mais comuns em cada um e quem ocuparia que papel na história.
-Peça ao grupo para relatar suas descobertas.
-O facilitador deve relacionar os pontos comuns entre as descobertas dos grupos no flip chart, quadro ou lousa e discutir com os participantes.
Discussão

Aqui o facilitador deve reforçar os conceitos de comunicação verbal e não verbal, trabalhando dicas sobre como melhorar o processo de comunicação, a partir dos pontos comuns levantados e das descobertas do grupo, como apoio à busca dos objetivos profissionais dos participantes.

-A importância da linguagem corporal e como ela afeta a sua comunicação no dia-a-dia.
-Qual é a postura ideal no ambiente de trabalho?
-Como se sentiu assumindo o papel nas histórias escritas para cada personagem?
Continuidade

Para reforçar o tema, o facilitador pode solicitar aos participantes que, no período entre uma aula e outra, prestem atenção às expressões das pessoas no dia-a-dia, registrando o que estão observando; enquanto fazem seu caminho na rua ou transporte; em conversas com amigos, família, namorada(o) etc.

Na primeira aula trabalhamos os conceitos e a importância de uma autoavaliação. Na aula seguinte, o facilitador pode trabalhar dicas complementares ao assunto em relação ao outro e não apenas à sua própria expressão corporal e facial.
Seu desafio será estimular os alunos a analisarem a comunicação não verbal do outro, a fim de melhorar o processo como um todo e despertar a atenção no interlocutor enquanto comunica.

É importante trabalhar, por exemplo, a mudança no olhar, como um recurso da comunicação, não apenas nas situações profissionais, mas também no dia-a-dia.
Caso os professores tenham dúvidas durante a leitura da dinâmica e sua aplicação podem entrar em contato com a Deep - Desenvolvimento e Envolvimento Estratégico de Pessoas e Clientes pelo e-mail [email protected] ou diretamente pelo Fale Conosco no site www.deepessoas.com.br.
Textos de referência
A linguagem do corpo - comunicação não verbal

Profa. Maria Luiza Marins Holtz

Charles Darwin publicou em 1872 um trabalho de enorme influência, "A expressão das emoções no homem e nos animais". Porém, somente em 1960, estes estudos foram valorizados e confirmados através de pesquisas. A partir de 1970, com a publicação do livro de Julius Fast, sobre a linguagem do corpo, o público começou a tomar conhecimento do assunto.

Ainda hoje, a grande maioria das pessoas ignora a existência da linguagem do corpo. Mas as pesquisas mostram que uma mensagem tem maior ou menor impacto de acordo com a forma como a expressamos:
Numa conversa frente a frente, o impacto é mensurado da seguinte forma:
A maioria dos pesquisadores concorda que:

O canal verbal é usado para transmitir informações
O canal não-verbal é usado para negociar atitudes entre as pessoas e como substituto de mensagem verbal.
Independente da cultura, palavras gestos e movimentos acontecem juntos.

O ser humano raramente está ciente de suas atitudes movimentos e gestos, os quais podem contar uma história, enquanto sua voz está contando outra.

Disponível em: http://www.mh.etc.br/ml_comunicacaonaoverbal.htm
A linguagem corporal na entrevista de emprego

Embora muitos não saibam, aproximadamente 70% da comunicação humana se dá no nível subconsciente, em pequenos gestos e atitudes corporais.

Alguns desses sinais revelam muito sobre você para a pessoa com a qual está conversando. Assim, é importante conhecer e usar a linguagem corporal a seu favor, pois ela é um dos principais aspectos que os entrevistadores são treinados para “ler”.

Lembre-se sempre: o seu gestual e suas atitudes são tão importantes quanto o que você está dizendo. Abaixo alguns dos principais gestos e posturas que podem surgir no contexto da entrevista de emprego e o que eles significam:

Braços cruzados: um dos sinais corporais mais básicos, está relacionado diretamente à postura defensiva. Cruzar os braços indica que a pessoa não se sente confortável ou confiante no ambiente em que está.

Gestos repetitivos: durante a entrevista de emprego, gestos repetitivos tais como bater as mãos sobre as pernas, bater o pé no chão ou a caneta na mesa, indicam ao entrevistador ansiedade e vontade de sair daquela situação. Olhar muito para o relógio ou para a porta também transmite a mesma sensação.

Corpo inclinado em direção a outra pessoa: atitude positiva que significa interesse na conversa e na pessoa com quem se está falando naquele momento.

Sobrancelhas: nas entrevistas de emprego e conversas em geral, elas sempre dão sinais pequenos e certeiros. Quando estão arqueadas elas são demonstração de interesse, do mesmo modo, sobrancelhas franzidas demonstram dúvida.

Gestos com as mãos e braços: durante uma conversa eles são fundamentais e indicam conhecimento e convicção naquilo que se está falando no momento, aproveite este recurso na sua entrevista de emprego.

Não se pode controlar 100% da nossa própria linguagem corporal. A principal dica é ser natural. Tome consciência do seu corpo e seja o mais natural possível, evitando que o seu corpo “diga” algo diferente das suas palavras.

Disponível em: http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/carreira/entrevista-emprego/
   

 

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