Conhecimento prévio
É importante que o facilitador trabalhe, antes de iniciar a
dinâmica, conceitos de comunicação verbal e não verbal com os
participantes. Veja alguns textos de apoio abaixo e pesquise mais sobre o
assunto. |
Encaminhamento metodológico
-Divida os participantes em grupos de, no máximo, 3 pessoas por grupo.
-Distribua uma cópia do roteiro para cada grupo.
-Peça que analisem as expressões faciais e corporais de cada
profissional exibidas em cada imagem e que construam uma história para
cada imagem.
-Em seguida, peça que o grupo defina entre seus integrantes, quais
são as expressões corporais mais comuns em cada um e quem ocuparia que
papel na história.
-Peça ao grupo para relatar suas descobertas.
-O facilitador deve relacionar os pontos comuns entre as descobertas
dos grupos no flip chart, quadro ou lousa e discutir com os
participantes. |
Discussão
Aqui o facilitador deve reforçar os conceitos de comunicação
verbal e não verbal, trabalhando dicas sobre como melhorar o processo de
comunicação, a partir dos pontos comuns levantados e das descobertas do
grupo, como apoio à busca dos objetivos profissionais dos
participantes.
-A importância da linguagem corporal e como ela afeta a sua comunicação no dia-a-dia.
-Qual é a postura ideal no ambiente de trabalho?
-Como se sentiu assumindo o papel nas histórias escritas para cada personagem? |
Continuidade
Para reforçar o tema, o facilitador pode solicitar aos
participantes que, no período entre uma aula e outra, prestem atenção às
expressões das pessoas no dia-a-dia, registrando o que estão
observando; enquanto fazem seu caminho na rua ou transporte; em
conversas com amigos, família, namorada(o) etc.
Na primeira aula trabalhamos os conceitos e a importância de uma
autoavaliação. Na aula seguinte, o facilitador pode trabalhar dicas
complementares ao assunto em relação ao outro e não apenas à sua própria
expressão corporal e facial.
Seu desafio será estimular os alunos a analisarem a comunicação não
verbal do outro, a fim de melhorar o processo como um todo e despertar a
atenção no interlocutor enquanto comunica.
É importante trabalhar, por exemplo, a mudança no olhar, como um
recurso da comunicação, não apenas nas situações profissionais, mas
também no dia-a-dia.
Caso os professores tenham dúvidas durante a leitura da dinâmica e
sua aplicação podem entrar em contato com a Deep - Desenvolvimento e
Envolvimento Estratégico de Pessoas e Clientes pelo e-mail
atendimento@deepessoas.com.br ou diretamente pelo Fale Conosco no site
www.deepessoas.com.br. |
A linguagem do corpo - comunicação não verbal
Profa. Maria Luiza Marins Holtz
Charles Darwin publicou em 1872 um trabalho de enorme influência, "A
expressão das emoções no homem e nos animais". Porém, somente em 1960,
estes estudos foram valorizados e confirmados através de pesquisas. A
partir de 1970, com a publicação do livro de Julius Fast, sobre a
linguagem do corpo, o público começou a tomar conhecimento do assunto.
Ainda hoje, a grande maioria das pessoas ignora a existência da
linguagem do corpo. Mas as pesquisas mostram que uma mensagem tem maior
ou menor impacto de acordo com a forma como a expressamos: |
| Numa conversa frente a frente, o impacto é mensurado da seguinte forma: |
A maioria dos pesquisadores concorda que:
O canal verbal é usado para transmitir informações
O canal não-verbal é usado para negociar atitudes entre as pessoas e como substituto de mensagem verbal.
Independente da cultura, palavras gestos e movimentos acontecem juntos.
O ser humano raramente está ciente de suas atitudes movimentos e
gestos, os quais podem contar uma história, enquanto sua voz está
contando outra.
Disponível em: http://www.mh.etc.br/ml_comunicacaonaoverbal.htm |
A linguagem corporal na entrevista de emprego
Embora muitos não saibam, aproximadamente 70% da comunicação
humana se dá no nível subconsciente, em pequenos gestos e atitudes
corporais.
Alguns desses sinais revelam muito sobre você para a pessoa com a
qual está conversando. Assim, é importante conhecer e usar a linguagem
corporal a seu favor, pois ela é um dos principais aspectos que os
entrevistadores são treinados para “ler”.
Lembre-se sempre: o seu gestual e suas atitudes são tão importantes
quanto o que você está dizendo. Abaixo alguns dos principais gestos e
posturas que podem surgir no contexto da entrevista de emprego e o que
eles significam:
Braços cruzados: um dos sinais corporais mais básicos, está
relacionado diretamente à postura defensiva. Cruzar os braços indica que
a pessoa não se sente confortável ou confiante no ambiente em que está.
Gestos repetitivos: durante a entrevista de emprego, gestos
repetitivos tais como bater as mãos sobre as pernas, bater o pé no chão
ou a caneta na mesa, indicam ao entrevistador ansiedade e vontade de
sair daquela situação. Olhar muito para o relógio ou para a porta também
transmite a mesma sensação.
Corpo inclinado em direção a outra pessoa: atitude positiva que
significa interesse na conversa e na pessoa com quem se está falando
naquele momento.
Sobrancelhas: nas entrevistas de emprego e conversas em geral, elas
sempre dão sinais pequenos e certeiros. Quando estão arqueadas elas são
demonstração de interesse, do mesmo modo, sobrancelhas franzidas
demonstram dúvida.
Gestos com as mãos e braços: durante uma conversa eles são
fundamentais e indicam conhecimento e convicção naquilo que se está
falando no momento, aproveite este recurso na sua entrevista de emprego.
Não se pode controlar 100% da nossa própria linguagem corporal. A
principal dica é ser natural. Tome consciência do seu corpo e seja o
mais natural possível, evitando que o seu corpo “diga” algo diferente
das suas palavras.
Disponível em: http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/carreira/entrevista-emprego/ |
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